A versão mais propagada para o início dessa crença popular é a de que ela tem origem na mitologia grega. A história de narciso, o rapaz que se apaixonou pela própria imagem refletida na água e morreu de inanição após passar a vida inteira tentando acaricia-la, é um dos contos que envolvem o reflexo e que é apontado como possível precursor do espelho e os sete anos de azar.
Os sete anos foram uma contribuição dos romanos. Eles acreditavam na mesma situação com relação aos reflexos, com a adição de que o ciclo da vida de um ser humano era renovado nesse período de tempo, portanto ao fim dos sete anos, o azar acabaria.
Em Veneza, na Itália, há outra pista sobre a origem do mito, uma vez que ao surgirem os primeiros espelhos do tipo que conhecemos hoje, eles eram objetos extremamente caros. Para fazer com que os serviçais tivessem o máximo de cuidado possível ao limpar esses artefatos, as pessoas inventavam que se as peças fossem quebradas, os responsáveis teriam muitos anos de azar.
Ainda há outra versão baseada na possibilidade de que os espelhos projetam a alma da pessoa. Assim sendo, se a pessoa quebrar um espelho, sua alma não poderia protegê-la de todo o azar que a cerca. Também há quem diga que a má sorte seria um castigo, em uma espécie de vingança, realizado pelas almas feridas àqueles que não tiveram o devido cuidado com seus espectros.
Tem-se essas versões como as prováveis para a origem desta superstição. Nem todos acreditam, é verdade, mas quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, de alguém, que “precisaria tomar cuidado com o espelho” pra não enfrentar o azar nos sete anos seguintes. De qualquer forma, fica a recomendação para tentar não danificar esses objetos, pois mesmo que não acredite na superstição, assim como qualquer vidro, um espelho quebrado pode fazer uma bagunça.

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