Em uma tese publicada no final de junho, no jornal acadêmico PLOS ONE, um grupo de neurobiologistas do Centro Médico da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, acredita ter desvendado o mistério.
Para a pesquisa, foram analisados cérebros de diversos pássaros conhecidos por suas habilidades de imitação. Periquitos-australianos, calopsitas, pássaros-namorados, araras, amazonas, papagaios-do-congo, e papagaios-da-nova-Zelândia estavam entre as espécies estudadas. Esses cérebros foram comparados com os de outras aves que possuem habilidades mais limitadas de imitação, como certos pássaros canoros e colibris.
Segundo a pesquisa, as “aves imitadoras” possuem uma região única em seus cérebros, que os cientistas acreditam ser a responsável pelo aprendizado dos sons que ouvem e imitam. Essa área é dividida em duas metades, que por sua vez são subdivididas em um núcleo e um invólucro de cada lado. Os pesquisadores calculam que isso deve ter ocorrido a cerca de 29 milhões de anos.
A teoria deles é de que humanos e outros animais que conseguem imitar sons e gestos só foram capazes de fazer isso a partir do momento em que houve a duplicação de regiões de seus cérebros correspondentes aos núcleos e invólucros dos pássaros. Resta agora descobrir o que levou essas duplicações a acontecer.
O curioso é que as estruturas já eram conhecidas anteriormente, mas até então nunca foram relacionadas com a habilidade de aprendizagem de sons que essas aves possuem.

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