segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quebrar um espelho, pode dar 7 anos de azar?

As superstições populares são bastante comuns em nossas vidas. Geralmente elas têm origem em algum mito e se espalham ao longo dos anos carregados pela crença profunda de muitos que “têm certeza de que isso realmente acontece”. E esses mitos são tão fortes e consistentes que, além de atravessarem gerações, são comuns aos mais variados tipos de cultura, nacionalidade, religiões, etc.

A versão mais propagada para o início dessa crença popular é a de que ela tem origem na mitologia grega. A história de narciso, o rapaz que se apaixonou pela própria imagem refletida na água e morreu de inanição após passar a vida inteira tentando acaricia-la, é um dos contos que envolvem o reflexo e que é apontado como possível precursor do espelho e os sete anos de azar.
Os sete anos foram uma contribuição dos romanos. Eles acreditavam na mesma situação com relação aos reflexos, com a adição de que o ciclo da vida de um ser humano era renovado nesse período de tempo, portanto ao fim dos sete anos, o azar acabaria.
Em Veneza, na Itália, há outra pista sobre a origem do mito, uma vez que ao surgirem os primeiros espelhos do tipo que conhecemos hoje, eles eram objetos extremamente caros. Para fazer com que os serviçais tivessem o máximo de cuidado possível ao limpar esses artefatos, as pessoas inventavam que se as peças fossem quebradas, os responsáveis teriam muitos anos de azar.
Ainda há outra versão baseada na possibilidade de que os espelhos projetam a alma da pessoa. Assim sendo, se a pessoa quebrar um espelho, sua alma não poderia protegê-la de todo o azar que a cerca. Também há quem diga que a má sorte seria um castigo, em uma espécie de vingança, realizado pelas almas feridas àqueles que não tiveram o devido cuidado com seus espectros.   
Tem-se essas versões como as prováveis para a origem desta superstição. Nem todos acreditam, é verdade, mas quase todo mundo já ouviu, pelo menos uma vez, de alguém, que “precisaria tomar cuidado com o espelho” pra não enfrentar o azar nos sete anos seguintes. De qualquer forma, fica a recomendação para tentar não danificar esses objetos, pois mesmo que não acredite na superstição, assim como qualquer vidro, um espelho quebrado pode fazer uma bagunça.

Como papagaios, araras e outros pássaros conseguem imitar diversos sons?

No Brasil o papagaio sempre foi um pássaro muito popular, especialmente os que  conseguem reproduzir palavras e frases com perfeição. Mas alguma vez você já parou para se perguntar como eles conseguem fazer isso?

Em uma tese publicada no final de junho, no jornal acadêmico PLOS ONE, um grupo de neurobiologistas do Centro Médico da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, acredita ter desvendado o mistério.
Para a pesquisa, foram analisados cérebros de diversos pássaros conhecidos por suas habilidades de imitação. Periquitos-australianos, calopsitas, pássaros-namorados, araras, amazonas, papagaios-do-congo, e papagaios-da-nova-Zelândia estavam entre as espécies estudadas. Esses cérebros foram comparados com os de outras aves que possuem habilidades mais limitadas de imitação, como certos pássaros canoros e colibris.


Segundo a pesquisa, as “aves imitadoras” possuem uma região única em seus cérebros, que os cientistas acreditam ser a responsável pelo aprendizado dos sons que ouvem e imitam. Essa área é dividida em duas metades, que por sua vez são subdivididas em um núcleo e um invólucro de cada lado. Os pesquisadores calculam que isso deve ter ocorrido a cerca de 29 milhões de anos.
A teoria deles é de que humanos e outros animais que conseguem imitar sons e gestos só foram capazes de fazer isso a partir do momento em que houve a duplicação de regiões de seus cérebros correspondentes aos núcleos e invólucros dos pássaros. Resta agora descobrir o que levou essas duplicações a acontecer.
O curioso é que as estruturas já eram conhecidas anteriormente, mas até então nunca foram relacionadas com a habilidade de aprendizagem de sons que essas aves possuem.